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terça-feira, 27 de abril de 2010
domingo, 25 de abril de 2010
Escolher a profissão
Todos os anos, milhares de jovens se deparam com o momento da escolha profissional. Seja para prestar vestibular, seja para iniciar algum tipo de curso visando ao aperfeiçoamento, precisam escolher o melhor caminho para iniciar sua trajetória profissional. Nessa ocasião, muitos desses jovens sofrem diante das dificuldades em fazer a melhor escolha. Vejamos algumas dicas que podem ajudar!
Uma boa escolha profissional é aquela que mais se adapta aos desejos e aptidões daquele que escolhe, como também à sua realidade e ao seu projeto de futuro. A escolha da profissão é um processo, não um fato isolado, e envolve vários fatores dentre os quais destaco dois principais: a INFORMAÇÃO e o AUTOCONHECIMENTO daquele que escolhe.
A busca de informação a respeito do mundo do trabalho e das profissões é essencial para um processo de escolha bem sucedido. É perigoso desejar um caminho desconhecido, idealizado, sob o risco de frustrações futuras. O sujeito que escolhe precisa, portanto, ler sobre as profissões existentes, conversar com profissionais das áreas que lhe interessam, trocar idéias com amigos, familiares, professores, no sentido de conhecer ao máximo a respeito dos caminhos que lhe despertam interesse. Além disso, é muito importante que conheça os cursos que deseja, não só lendo ou acessando a internet mas, se possível, indo até o local e conversando com professores e alunos, conhecendo as instalações, laboratórios, etc.
Já o autoconhecimento envolve basicamente saber das próprias aptidões e habilidades, conhecer aquilo de que se gosta – e também o que não se gosta. Cabe lembrar que o trabalho ocupa grande parte do tempo e da energia das pessoas, portanto é mais válido optar por algo que dê prazer do que somente status social ou retorno financeiro. Por outro lado, quanto mais identificado com seu trabalho, maiores chances terá o sujeito de se destacar naquilo que faz.
A influência dos familiares pode ser muito forte na escolha da profissão – e não apenas diretamente, como se pode imaginar, mas da forma mais sutil. Sendo assim, vale à pena refletir sobre as profissões existentes na família, bem como sobre aquilo que é valorizado e o que é pouco valorizado pelos pais, irmãos, tios, avós... conversar também é muito importante, sempre tendo o cuidado para não cair em determinadas armadilhas, como por exemplo o desejo de agradar ou suprir expectativas alheias. O melhor é escolher as pessoas nas quais mais se confia e com as quais se consegue estabelecer um bom diálogo – aquele que nos ajudar a refletir.
Por último, mas sem a pretensão de encerrar o assunto, vale outra dica: se por acaso você perceber que fez a escolha errada, ou mesmo se não está conseguindo escolher, procure a ajuda de um orientador profissional. E não tenha medo de mudar, se for o caso, pois nunca é tarde para se sentir feliz e identificado com aquilo que se faz!
Recomendo:
sábado, 17 de abril de 2010
Saber ouvir
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Comentando o filme "A Onda"

Incentivada e, de certa forma pressionada, pela intensa produção dos meus colegas de blog fiquei quebrando a cabeça pensando sobre o que iria escrever para fazer a minha estréia... o fato é que, só pensar, não me ajudou em muita coisa e acabei optando por deixar acontecer....
Já tinha lido um comentário sobre o filme A Onda na Folha de São Paulo e achei que poderia me interessar, mas acabou sendo mais do que isso, fiquei impressionada com a forma com que o tema fascismo foi lidado de forma próxima, clara, contundente e atualizada.
Sob a direção de Denis Gansel, o filme A Onda é baseado em uma história real ocorrida na Califórnia em 1967. Originalmente produzido para a TV alemã, traz o seguinte enredo: o professor Rainer Wegner deve ensinar seus alunos o significado de autocracia. Tratando-se de uma turma de adolescentes, com o fim de motivá-los a participar mais ativamente de suas aulas, resolve adotar um experimento pouco ortodoxo, que os levasse a vivenciar na prática, os mecanismos de sedução contidos no poder e que viriam a constituir um terreno fértil para o estabelecimento de atitudes fascistas. O professor auto-intitula-se o líder daquele grupo, escolhendo o lema “força pela disciplina” e junto com o grupo batiza o movimento com o nome de "A Onda", chegando por fim a uma saudação gestual específica, em alusão clara à saudação nazista. Em pouco tempo, os alunos começam a propagar o poder da união e a ameaçar aqueles que não fizessem parte daquele grupo. Ao perceber a seriedade da situação, o professor Rainer tenta interromper o “jogo”, mas, já é tarde demais, e o movimento "A Onda" já saiu do seu controle.
Além de uma visão do ponto de vista educacional trazida à tona pela importância da liderança do professor em sala de aula como formador de opiniões e de comportamentos, incluindo a responsabilidade e os riscos que esse papel possa comportar, o filme suscita uma discussão ampliada acerca dos comportamentos coletivos e de massa.
Se pensarmos a turma de alunos como um grupo constituído, nesse caso, com objetivos comuns e submetidos a uma liderança autocrática podemos identificar algumas características que o definem e o levam a um funcionamento permeado de atitudes fascistas. Grupos que são levados a exercer um movimento no sentido da coesão absoluta levam seus membros, a desenvolver sentimentos, que beiram à fusão, à perda de individualidade e da autonomia. Os indivíduos, nesse caso, passam a existir em função do próprio grupo e para o grupo, baseados em um sentimento de pertencimento que ilusoriamente os alimenta e protege. Para isso, no entanto, é preciso combater os inimigos, representados por todos aqueles que não compartilham de suas convicções, insistindo em ser diferentes (daquele grupo é claro).
O modo naturalizado como esse movimento vai se estabelecendo no filme, nos mostra o quanto a possibilidade de atitudes fascistas em pequenos grupos pode estar sendo assimilada bem perto de nós sem que se perceba, atualizadas na forma de bullying.
O bullying se caracteriza por atitudes de agressão física ou psicológica por indivíduos e grupos geralmente em condições de exercer o seu poder sobre os supostamente mais fracos (Wikipédia).
O filme nos revela ainda, que o comportamento de bullying grupal, dada a força demonstrada pelo grupo, pode levar a proporções inesperadas e incontroláveis.
domingo, 11 de abril de 2010
Falar é prata, calar é ouro

terça-feira, 6 de abril de 2010
Toma que o filho é teu 2
Durante os dois anos em que trabalhei na Secretaria de Educação de um município do interior do estado de Santa Catarina, em um programa de apoio psico-pedagógico, percebi claramente o quanto cada vez mais a população está depositando a educação de seus filhos nas mãos das instituições escolares. O comprometimento com o acompanhamento diário dos próprios filhos, está sendo deixado de lado, em muitos momentos, devido à correria da vida moderna e com isso valores se perdem também. Mas afinal, o que é educar? O que envolve o processo de educar?
Bem, essa é uma questão que abrange muitos aspectos e diversas opiniões. É difícil chegar a um consenso ou a uma noção absoluta de certo ou errado. Existem, por exemplo, comunidades onde o papel de educar é de todos os adultos, todos têm responsabilidades sobre as crianças que ali vivem.
Já, em nossa sociedade ocidental, esse papel fica para a família, em especial o pai e a mãe e, também para a escola. Olhando para essa questão, me parece haver vantagens se houver uma boa divisão, assim, as crianças podem ter modelos de adultos dentro e fora de casa. Porém, ao olharmos somente para a educação dita informal (aquela do dia a dia, na qual, regras, valores e noções de respeito são passadas às crianças), percebemos que essa divisão não tem funcionado. Na prática, percebe-se em muitos momentos, mensagens contraditórias sendo passadas para as crianças, por escola de um lado e família de outro.
A idéia de aproximar escola e família ainda está distante. Em muitos momentos o que vem ocorrendo é a entrega nas mãos da escola, além da educação formal (conteúdos que devem ser passados para as crianças e cumpridos com tempo determinado) também a educação informal que, em tese, deveria ser, no mínimo, dividida. Pais vêm desautorizando coordenadores e professores sem perceber que, se eles enquanto pais, não mostrarem o devido respeito e confiança para com os educadores que passam pelo menos a metade do dia com seus filhos, estes também vão se sentir no direito de não respeitar seus mestres na escola.
Um fato ocorrido recentemente no Rio de Janeiro ilustra claramente a discussão acima sobre o desrespeito da sociedade com a instituição escolar: Diretora de escola municipal no Rio de Janeiro foi agredida na semana passada. Segundo relatos, um aluno foi até a escola acompanhado da mãe e outros moradores de sua comunidade e agrediram a diretora verbalmente além de quebrar janelas e depredar o colégio.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u716421.shtml